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Escapologia: A arte dos escapistas

Escapismo é a prática de escapar de situações de perigo ou de armadilhas. Escapistas (também classificados como artistas de escape) conseguem escapar de qualquer tipo de coisa ou situação, como escapar de algemas, camisas de força, gaiolas, caixões, caixas de aço, barris, sacos amarrados, prédios em chamas, aquários e outros perigos, muitas vezes em combinação. Algumas situações envolvem situações de altíssimo risco, colocando a vida do artista em risco de morte.


Esta arte existe há muito tempo, mas não foi originalmente apresentado como um ato ou uma arte em si. Em vez disso foi usado secretamente para criar ilusões como desaparecimentos ou transformações em palco. Na década de 1860, os Irmãos Davenport, que eram hábeis em se libertarem de laços de cordas, usaram a arte para transmitir a impressão de que eles criavam fenômenos espirituais.


Houdini

Outros ilusionistas, incluindo John Nevil Maskelyne, agiram de forma contrária, buscando desmascarar pessoas como os Davenport, recriando seus truques para desmerecer reivindicações de poder psíquico.


Levou-se mais de trinta anos para que a habilidade de se escapar do perigo fosse exibida como um ato ou uma arte em si. A figura mais responsável por fazer da escapologia um entretenimento reconhecido foi Harry Houdini, que construiu sua carreira ao demonstrar a sua capacidade de escapar de uma enorme variedade de restrições e situações difíceis.


Houdini não fez segredo do fato de que ele era um especialista do “escape”. Mas muitas vezes ele escondia os detalhes exatos de suas fugas para manter um ar de mistério e suspense. Embora muitos de seus escapes contaram com habilidades técnicas, tais como lock-picking e contorção, ele também apresentou truques como Metamorphosis e a pilha chinesa da tortura da água, que são essencialmente ilusões de palco clássicas dependentes de adereços inteligentemente concebido. As proezas de Houdini ajudaram a definir o repertório básico de escapologia, incluindo fugas de algemas, cadeados, camisas de força, malas postais, barris de cerveja e celas de prisão.


O próprio termo “escapologia” tem a fama de ter sido cunhada originalmente pelo escapista australiano e ilusionista Murray (Norman Murray Walters), um Houdini contemporânea. Uma sucessão de artistas tem acrescentado novas ideias e variações aos números de escapismo, mas é comum que mesmo os melhores escapologistas contemporâneos venham a ser apelidados de "Houdinis".


Um dos grandes escapistas da atualidade é David Blaine. Nos últimos anos ele buscou quebrar sempre um recorde mundial atrás do outro, com intrigantes números de escapismo. Entre eles o fato de ter sido enterrado vivo e assim permanecer por 7 dias seguidos. Ou de ter ficado 61 horas, 40 minutos, e 15 segundos dentro de um gigante cubo de gelo até ser removido pela equipe técnica que teve de cortar o gelo com serra elétrica. Também houve a ocasião na qual ele permaneceu 75 minutos debaixo d'água, entre outros. Seu último grande feito como escapista ocorreu No dia 21 de Setembro de 2008, quando Blaine ficou 60 horas pendurado de cabeça para baixo através de um cabo ligado a um enorme andaime construído sobre a pista de patinação no gelo no Central Park, em Nova Iorque. Ele ficou sem comer nem dormir mas tirava intervalos para beber água e fazer exames médicos.


Fonte: wikilingue

Mentalismo

Mentalismo

O Mentalismo é uma arte performática, cujos seus praticantes, conhecidos como mentalistas, parecem demonstrar alto desenvolvimento mental ou habilidades intuitivas.


São apresentações que podem incluir telepatia, clarividência, adivinhação, precognição, psicosinese, mediunidade, controle mental, memória incrível e matemática rápida. Hipnose pode ser usada como ferramenta de palco. Os mentalistas algumas vezes são chamados de paranormais de entretenimento.


Mas a grande verdade é que não passam meramente de artistas mágicos, encenando e contracenando com o público, que reage conforme a dança, mas sem saberem se afinal é algum tipo de truque ou não.


O Mentalismo apareceu com os ConMan (“Confidence Man”, que traduzido é algo como um “comparsa” em algum tipo de golpe). Eram pessoas que falavam com espíritos, davam conselhos ou receitavam remédios milagrosos na virada do século passado. Mentalistas famosos do século XIX fizeram fortunas com pessoas desesperadas.


É interessante notar também que uma ferramenta famosa entre este tipo de mágico na época era as mesas que levitam. Foi o que motivou Allan Kardec a iniciar suas pesquisas, como ele mesmo escreveu em O Livro dos Espíritos.


No famoso seriado, The Mentalist, o ator Simon Baker interpreta Patrick Jane, um conman que tem um lucrativo negócio na televisão em que fala com os espíritos de entes queridos. Depois que um serial killer mata sua mulher e filha por ele ter brincado com o assassino na televisão, Patrick passa a ajudar a polícia a encontrar esse serial killer.


Praticamente em todo episódio, Patrick Jane afirma não acreditar em poderes paranormais. O seriado tem a consultoria de mentalistas (mágicos famosos de Las Vegas). Inclusive, o personagem do seriado usa sempre um colete que era um marca registrada desses vigaristas.